segunda-feira, março 12, 2012

É imprescindível que as organizações pensem sua comunicação a partir do social


Fabíola Pinheiro, do Facebook no Brasil



A ideia é fazer com que a empresa entenda em que momento sua marca pode ser social e gerar interação. Porque todas são, basta saber explorar", ensinou Fabíola Pinheiro, a nova Global Marketing Solutions Manager do Facebook no Brasil, durante o debate MISTO, realizado no dia 8 de março. A agência de mídias sociais Ideia s/a e a ESPM-RJ, promotoras do evento, convidaram a profissional para esclarecer dúvidas sobre a rede social criada por Mark Zuckerberg. 

Para Fabíola, é imprescindível que as organizações pensem sua comunicação a partir do social. "Não há mais como ignorar isso. É necessário pensar sua estratégia lembrando que a pessoas vão falar, comentar e compartilhar informações sobre a marca. Elas hoje estão conectadas e as empresas precisam estar preparadas para lidar com essa situação, tanto para o bem quanto para o mal, e tentar explorá-la da melhor forma possível." 

Fabíola relembrou como era feita a comunicação on-line no início da internet, destacando o perfil mais reservado das pessoas que não costumavam usar fotos e nomes reais. "Isso não existe mais. Nas redes sociais em geral, as pessoas se expõem ao máximo e conseguimos saber detalhes de suas vidas", reforça. Para ela, uma grande ferramenta para as organizações já que é possível saber exatamente com quem se está falando. 

"Você não está mais lidando com um público A/B, de 15 a 20 anos, que mora no Rio de Janeiro. Agora está se comunicando com um público de forma específica: que é casado ou solteiro, que gosta de comer em um determinado lugar, que mora naquele bairro, frequenta tal shopping. Estamos falando de um poder de target individualizado jamais visto", ressalta. 

Para a gerente, o diferencial das redes sociais está justamente na possibilidade de realizar uma ação pontual, que exigirá uma rápida resposta. "Não temos mais uma empresa falando de um produto. Quando você atua no social, precisa estar preparado para o retorno. A ação gera uma conversa, um diálogo. Um post no Facebook pode gerar inúmeros comentários e é necessário respondê-los. O poder está muito mais nas mãos do consumidor", afirma.  

A rede social promoveu uma mudança de paradigmas, embora ainda seja comparada a outros players. De acordo com Fabíola, as empresas não devem pensar apenas na questão do alcance, em acumular cliques, mas em promover uma conversa, uma relação eficiente com seu cliente. "Em reuniões ainda ouvimos: 'Queremos ter um milhão de fãs, esse é o objetivo da campanha'. Mas a ideia não é essa. O importante é o que se faz com esse um milhão de fãs, a relação que você estabelece com eles. Porque você pode ter esse número e ninguém falando bem da sua marca. Mas ter 200 mil fazendo propaganda, engajando, repassando para os amigos e fazendo esse número crescer organicamente. As conexões geradas é que vão definir o sucesso ou fracasso dentro do Facebook", explica.  

O Facebook conquistou o status de líder no Brasil ainda em 2011, marca antes ocupada pelo Orkut, e os números surpreendem. Segundo Fabíola, o país está entre os mais sociais do mundo, com uma média de amigos por pessoa muito superior a mundial. "Enquanto o brasileiro possui uma média de 206 amigos, na marca global, chega a 120". 

A rede social também é considerada o maior banco de fotos do mundo, registrando uma marca de 250 milhões de uploads por dia e, segundo Fabíola, um dos motivos desse volume está associado a um fator simples: o botão de tag, por meio do qual é feita a marcação das pessoas nas fotos. "Essa marcação transforma a ação em algo social, e é isso que as pessoas querem." 

Fabíola também deu dicas e tirou dúvidas sobre produtos hoje oferecidos a empresas para fazer publicidade na rede social e apresentou cases de sucesso de marcas de pequeno e grande porte (como o da Nike). "O Facebook pode ser um grande canal para a empresa, pois quando ela responde um post, mesmo negativo, pode reverter a situação e transformar o crítico em um defensor da marca. Um cliente nosso diz que a empresa que tem medo de entrar nas mídias sociais, por achar que será criticada, tem de entender que, provavelmente, já estão lá falando sobre seus serviços ou produtos. A diferença é que a companhia não está se dando a oportunidade de lidar com a situação."

Confira algumas estatísticas do Facebook:Números mundiais

- Em dezembro de 2011, o Facebook tinha 845 milhões de pessoas conectadas no mundo (se fosse um país, seria o maior do mundo);
- 425 milhões acessam por meio de dispositivos móveis;
- 2 bilhões de posts/dia;
- 500 milhões de users fazem login diariamente;
- 250 milhões de uploads/ dia, sendo o maior banco de fotos do mundo;
- 120 amigos é a média (global) por usuário.

Números no Brasil
- Em dezembro de 2011, o Brasil tinha 37 milhões de usuários;
- 12 milhões acessam por meio de dispositivos móveis;
- 51% dos users acessam todos os dias;
- 206 amigos é a média por usuário;
- 460 milhões de histórias geradas por mês (qualquer tipo de interação seja um like, um post etc.);
- 2 milhões de check ins;
- 1,6 bilhão de comentário ao mês. 

quarta-feira, março 07, 2012

Fátima Bernardes Publicitária ?



  Não é isso que você está pensando, o escritor deste texto irá nos explicar o porquê deste título.

  Estava na última fileira de cadeiras, a uns 40 metros de distância, mas, nem de longe, aquela luzinha no palco se parecia com a Fátima Bernardes que conheço. A jornalista que por 13 anos esbanjou seriedade à frente do Jornal Nacional vestiu-se quase como uma executiva comercial. Na festa da Globo, realizada nessa segunda-feira, em São Paulo, ninguém vendeu tanto quanto ela.
 Fátima abriu seu discurso citando Franklin Roosevelt, o presidente norte-americano que enfrentou Hitler ao lado dos soviéticos e ingleses. "Se não fosse político, gostaria de ser publicitário", parafraseou ela para enaltecer e homenagear os grandes da propaganda que lá estavam, entre eles Roberto Justus, Sergio Valente, Orlando Marques, Hugo Rodrigues e Luiz Lara.
     Elogios à emissora não faltaram, obviamente. "Audiência não é uma obsessão para nós", "fazemos jornalismo pensando apenas no público" e "temos qualidade artística, rigor editorial e credibilidade" foram frases de efeito. Assim como a criação, o criador também foi lembrado. Da boca de Fátima o público soube que Roberto Marinho atribuía o sucesso de seu grupo a dois fatores principais: à publicidade, e suas agências, e ao jornaleiro, fiel vendedor e companheiro de bancas.
    Outro publicitário foi parafraseado na noite passada. Jerry Della Femina, famoso na década de 1960, brincou certa vez ao dizer que "a propaganda é a coisa mais divertida para você fazer enquanto ainda estiver... vestido". Fátima citou a frase com propriedade, ainda que ela mesma não trabalhe com propaganda. Ficou evidente o quanto ela quer agradar a classe com quem, pelo menos por profissão, não tinha contato direto até agora. Até agora.
    Há três meses ela enche o Brasil de curiosidade sobre seu novo programa, que só virá na metade do ano. Especula-se que a apresentadora atuará em ações de merchandising na nova atração, aos poucos, para não chocar o público acostumado com sua figura jornalística. Isso explica o discurso, oras. Afinal, conforme disse o próprio diretor-geral da Globo, Octávio Florisbal, este é o sonho de Fátima há 4 anos. E não é bom brincar com coisa séria.
Por Marcelo Gripa

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terça-feira, março 06, 2012